Análise do filme “O Poço” e como utilizá-lo na redação do Enem

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Queridaions, tudo bem?

O filme “O Poço”, produção original da Netflix, é a sensação do momento. De fato, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia soube fazer um enredo que permitisse muitas reflexões sobre a sociedade e a existência humana.

Penso que para compreender melhor a simbologia do filme, faz-se necessário uma reflexão de três principais referências: Dom Quixote, A Bíblia e a Divina Comédia. A partir delas, fica mais fácil entender as metáforas da narrativa.

A narrativa aponta a entrada do protagonista, Goreng, que entra em uma prisão vertical (O Poço) voluntariamente. Essa prisão é constituída por meio de níveis, tendo dois reclusos por andar. Além disso, todos os dias desce um farto banquete formado por alimentos que cada prisioneiro escolheu ao entrar no Poço. Porém, é exatamente aqui que está o cerne dos problemas: os reclusos dos primeiros níveis comem fartamente, enquanto os reclusos dos níveis mais baixos ficam com o resto e são levados ao canibalismo.

Pois bem, isso tudo já nos permite muitas reflexões como, por exemplo, sobre as desigualdades sociais e a fome que assola o mundo: de acordo com dados da ONU, são mais de 821 milhões de seres humanos que vivenciam essa realidade. Além dessas reflexões, é possível pensar sobre a solidariedade, questões existenciais, o discurso religioso em situações caóticas e a esperança no futuro da humanidade.

Quer aprofundar o debate? Veja a “live” que o Professor Raphael Reis fez sobre o filme:

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Como usar o filme “O Poço” na redação?

– Poder ser utilizado na introdução (contextualização) ou no parágrafo argumentativo;

– Ressaltar o acesso desigual aos alimentos, essencial à dignidade humana;

– Mostrar as desigualdades sociais e como as classes sociais produzem hierarquia e distinções simbólicas;

– O estado de fome leva à animalização, à agressividade, ao estado de guerra de Thomas Hobbes;

– Como os indivíduos assimilam a ideologia do sistema e a reproduzem, perdendo a condição de pensamento crítico;

– Mesmo com tatos problemas e barbárie ainda há espaço para sonhar e ter esperança em um futuro melhor.

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